(Domingos Afonso dos Santos)
Escreveu esse livro dedicado à sua esposa quando ela faleceu...
Deu-me essa mensagem ao me despedir dele na visita que lhe fiz...
Se o meu andar é abastante hesitante, e minha mãos trêmulas, ampara-me.
Se não consigo ouvir direito e tenho de me esforçar para ouvir a sua voz, tenha compaixão.
Se minha vista é imperfeita e o meu entretenimento é mais escasso, ajude-me com paciência.
Se minhas mãos estão trêmulas e derrubo comida na mesa ou no chão, por favor não se aborreça, lembre-se que tentei fazer o melhor que pude.
Se você me encontrar na rua, não faça de conta que não me viu, não desvie, pare para conversar comigo, sinto-me só.
Se você, na sua sensibilidade, me vir triste e só, simplesmente partilhe um sorriso e seja solidário.
Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me.
Se me comporto como criança, cerque-me de afeto.
Se estou com medo da morte e tento negá-la, ajude-me a preparar-me para o adeus.
Se estou doente e sendo um peso, não me abandone.









