domingo, 28 de outubro de 2012

Quando DEUS é a única resposta convincente


Leah Libresco, blogueira americana ateia, anunciou em seu conhecido site a conversão ao catolicismo
Quando Deus é a única resposta convincente...
 É uma história maravilhosa de conversão nos nossos dias, a de Leah Libresco, a popular blogueira americana ateia responsável pelo site “Portal Ateísta”.
No passado 18 de Junho uma postagem desta jovem filósofa, formada em Yale e colaboradora do Huffington Post, definitivamente chocou muitos seguidores – especialmente ateus – do seu blog, chegando rapidamente a todas as partes do mundo.
"Esta é a minha última postagem" anunciava dramaticamente o título do artigo, onde a blogueira declarava ter finalmente encontrado a resposta para aquela sua "moral interna" que até agora o ateísmo não conseguia satisfazer: o cristianismo. A resposta que durante anos Leah refutava e rejeitava com "explicações que buscam colocar a moralidade no mundo natural."
"Durante anos eu tentei argumentar a origem da lei moral universal que reconhecia presente em mim” explicou a blogueira; uma moralidade "objetiva como a matemática e as leis da física”. Nesta busca contínua de respostas, Leah se refugiou, por exemplo, na filosofia ou na psicologia evolutiva.
"Eu não pensava que a resposta estivesse ali” admite, mas ao mesmo tempo “não podia mais esconder que o cristianismo demonstrava melhor do que qualquer outra filosofia aquilo que reconhecia já como verdadeiro: uma moral dentro de mim que o meu ateísmo, porém, não conseguia explicar”.
Os primeiros "sinais" de conversão vieram no dia de Domingo de Ramos, quando a blogueira participa de um debate com os alunos de Yale para explicar de onde deriva a lei moral. Durante a explicação, foi interrompida por um jovem que “buscava fazer-me pensar – como ela mesma lembra – pedindo-me para não repetir a explicação dos outros, mas para dizer o que eu pensava sobre isso”.
"Não sei, não tenho uma ideia" é a resposta da Leah diante de uma pergunta simples, mas inquietante. "A sua melhor hipótese?", continuou o jovem, "não tenho uma", ela responde.
"Terá talvez alguma idéia”, continua ele; “não o sei... mas acho que a moral tenha se apaixonado por mim ou algo parecido” tenta falar a filósofa, mas o rapaz neste momento diz-lhe o que pensava.
Refletindo, a mulher diz: "Percebi que, como ele, eu acreditava que a moral fosse objetiva, um dado independente da vontade humana”. Leah descobre portanto que também ela crê “numa ordem, que implica alguém que o tenha pensado” e “na existência da Verdade, na origem divina da moral”.
"Intuí – explica ainda – que a lei moral como a verdade pudesse ser uma pessoa. E a religião católica me oferecia a estrada mais razoável e simples para ver se a minha intuição era verdadeira, porque diz que a Verdade é vivente, que se fez homem.”
Pedindo depois àquele jovem o que lhe sugeria fazer, a filósofa ateia convicta, começa a rezar com ele a Completa no Livro dos salmos e continua “a fazê-lo sempre, também sozinha”.
Anos e anos de teorias, provas, convicções, desmoronados diante da única Verdade: Deus. Publicada no portal, a história de Leah provocou reações diversas e milhões de comentários. Basta pensar no fato de que tenha sido postada no Facebook 18 mil vezes e que a sua página web tenha recebido, segundo o diretor do blog, Dan Welch, cerca de 150 mil acessos.
Muitos comentários são acusadores, pessoas ateias que se sentem “traídas” por aquela que era para eles uma líder. Muitos outros, ao contrário, são de católicos que, como muitos não-crentes, seguiam o blog. Alguns expressam as suas felicitações e dizem: "Estou tão feliz por você. Rezei tanto. A aventura está apenas começando."
Entrevistada pela CNN, a Libresco no entanto confessou de ter ainda muito a entender e estudar sobre aquilo que sustenta a Igreja sobre questões de moral, como por exemplo a questão da homossexualidade que a deixa ainda “confusa”. “Mas não é um problema” afirmou, em quanto que tudo do que ela se convenceu “é razoável”.
Depois da conversão, a mulher procurou também uma comunidade católica, “escandalizando os amigos” mais incrédulos. “Se me perguntam como estou hoje respondo que estou feliz – diz a blogueira – o melhor período que você pode viver é quando você se dá conta de que quase tudo o que você pensava que era verdadeiro, na verdade era falso”.
Ainda à CNN, a blogueira contou que se sentia “renascida uma segunda vez”: “É ótimo participar da Missa e saber que ali está Deus feito carne – declarou – um fato que explica tantas outras coisas inexplicáveis".
Neste ponto, a questão que mais causa curiosidade é o que fará Leah do seu popular blog ateu? Uma pergunta que tem assombrado a mesma autora todos os dias depois daquela fatídica tarde em Yale.
"Parar de escrever? - Diz na sua postagem - continuar em um estilo cripto-católico esperando que ninguém perceba (como fiz no último período)?” Após um exame demorado, a solução foi outra: "A partir de amanhã, o blog será chamado "Patheos Catholic channel "e será usado para discutir com os ateus convictos, como fazia antes com os católicos.
O motivo? "Se a pessoa é honesta - explica - não tem medo de entrar em diálogo. Eu recebi uma resposta sobre o que buscava porque aceitei colocar-me em diálogo. O interessante de muitos ateus é que fazem críticas e pedem provas. Uma coisa utilíssima à Igreja, que não deve ter medo porque está do lado dos fatos e da razão”.
Incentivo, finalmente, conclui a postagem, quase uma despedida da Libresco aos seus muitos leitores ateus: "Quaisquer que sejam suas crenças religiosas parar e pensar naquilo que você crê é uma boa ideia e se assim compreende que há algo que te obriga a mudar de ideia, não tenha medo e lembre-se que a tua decisão pode somente melhorar a tua visão das coisas”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Oremos pelo Pe. Zezinho



Novidades sobre a saúde de Pe. Zezinho, scj
Hoje meu irmão e amigo, Pe. Zezinho, scj chegou de volta à comunidade do Conventinho, em Taubaté, onde reside desde a década de 1970. Como todos sabem, em setembro ele foi vítima de um AVC isquêmico provavelmente provocado pelo diabetes. Ficou hospitalizado e muito bem cuidado no Hospital Pio XII e depois no Antoninho da Rocha Marmo, em São José dos Campos. Ambos são uma iniciativa das Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada. Esta congregação sempre teve uma atenção especial da parte de Pe. Zezinho. Agora foi a vez de ele receber cuidados… não existem palavras para descrever o zelo e dedicação que ele recebeu das irmãs.
Bem… Pe. Zezinho chegou esta manhã e foi recebido com uma calorosa salva de palmas. Era visível a alegria de todos os 60 confrades que moram nesta casa, pela volta deste irmão maior que é referência na saúde e na doença. Desde o AVC ele luta para driblar lapsos de memória que afetam a continuidade de suas frase e às vezes lhe roubam palavras, nomes, sílabas ou letras que ficam faltando ou sobrando. Ficou um limite, sim! Mas seu ânimo continua sendo impressionante. Ele gasta cada minuto inventando modos criativos de mapear e driblar estas armadilhas mentais. Trata isso como uma espécie de jogo ou desafio pessoal. Continua não conseguindo cantar músicas como Oração pela Família. Mas sabe assoviar toda a melodia. Quando o vi, há dez dias, não cantava nada. Hoje ele cantou para mim os dois primeiros versos. Já lembra o nome de diversas pessoas. O meu não lembrou. Mas sabe exatamente quem sou e o que devendo para ele. Olha no celular e sabe que fui eu que liguei ou mandei mensagem. Com o celular na mão descobriu como recordar o nome das pessoas. Não consegui escapar.
O tempo dirá a velocidade da recuperação. Torcemos e rezamos para que ele logo consiga compor, digitar, criar, cantar etc. Agora é ter paciência e dedicar-se ao exercício de criar sinapses. Quando lhe perguntei como se sente ele me disse: “As palavras estão voltando”. Cada nome lembrado é uma vitória. Programamos fazer alguns coisas juntos: livros inacabados, canções incompletas, ideias em elaboração.
Antes de escrever esta crônica, conversei demoradamente com ele e perguntei o que achou do meu primeiro texto e se poderia escrever isso para as pessoas que perguntam sobre sua saúde. Ele me disse que gostou do que escrevi e que seguisse em frente. Após sua autorização e a aprovação dos meus superiores, escrevi. Não é para satisfazer apenas a curiosidade de alguns. Sei que a maioria das pessoas transforma estas informações em prece… e é disso que  Pe. Zezinho mais precisa nestes momento. O cuidado da comunidade, de seus familiares e de nossa enfermeira da comunidade, Carol, ele tem. Obrigado pela oração que você fará ao terminar de ler estes escritos.
Pe. Joãozinho, scj
Posted by Padre Joãozinho, scj A - DIÁRIO Subscribe to RSS feed