sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sexta Feira Santa


Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu, aos que Te querem, prometido,
Nem me move o inferno tão temido,
Para deixar por isso de ofender-Te.

Moves-me Tu, Senhor, move-me o ver-Te
Cravado numa cruz e escarnecido,
Move-me o ver Teu Corpo, tão ferido,
No sepulcro jazendo frio inerte.

Move-me o teu Amor, e em tal maneira,
Que embora não houvesse céu, Te amara,
E, não havendo inferno, Te temera.

Nada tens que me dar porque te queira:
Se o que espero de Ti não espera,
O mesmo que Te quero, Te quisera!
(Luís de M\agalhães)

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